Esportes Copa do Mundo
Opinião: Será que Carlo Ancelotti terá coragem de apostar nos jovens?
Estreia na Copa do Mundo deixa recados claros para o treinador da seleção: se não renovar, seremos atropelados pelo futuro que já é presente
16/06/2026 13h00 Atualizada há 2 dias
Por: Vitor Feitoza de Araujo
Endrick no empate da Seleção Brasileira contra Marrocos (Foto: Alexandre Brum/Agencia Enquadrar/Folhapress)

Em mais uma estreia decepcionante, o empate contra o Marrocos acendeu o debate nos bares, na internet e nas ruas: cadê o Endrick? Ao mesmo tempo em que, na seleção africana, o jovem Bouaddi, de 18 anos, desmontava o experiente meio-campo brasileiro, a jovem estrela brasileira nem entrou em campo, mostrando, mais uma vez, que o Brasil não acredita em quem sempre trouxe alegria ao povo.

Além dele, o volante Danilo e o atacante Rayan são outros dois jovens que pedem passagem. O volante vive seu ano mais artilheiro na carreira, com gols pela seleção inclusive, quando entrou, fez diferença, tecnicamente e taticamente. Já o atacante carioca segue atropelando adversários na Inglaterra e, em sua estreia pela seleção, também marcou, mostrando repertório, poderio ofensivo e um carisma contagiante. A música criada pela torcida do Vasco da Gama, clube que o revelou, agora está na voz de milhares de brasileiros: "Oi, boa noite, será que vai ter gol do Rayan hoje?", mostrando que as escolhas na boca do povo são claras. Poderíamos ficar horas discutindo os possíveis motivos para a ausência deles, mas nenhum se sustenta, e isso se reflete na Copa atual. 

O atacante Yann Diomandé, da Costa do Marfim, brilhou na vitória da sua seleção no último domingo, dia 14. Ele tem 19 anos, assim como Endrick e Rayan. O volante Lucas Bergvall, da Suécia, também se destacou na goleada sobre a Tunísia, com apenas 20 anos. Nem precisamos ir mais longe: jovens estrelas estão desfilando no maior palco do futebol. Menos os brasileiros.

E para provar, ainda mais, que a idade na Copa do Mundo é apenas um número: em 2022, após estrear perdendo para a Arábia Saudita, a Argentina mudou seu time e colocou duas peças fundamentais para o título, Enzo Fernández, que na época tinha 21 anos, e Julián Álvarez, com 23, passando por cima de nomes experientes e jogadores consolidados. No futebol, a coragem de apostar nos jovens sempre será recompensada. Será que Carlo Ancelotti terá essa coragem na seleção brasileira?

*A opinião expressa neste conteúdo é de responsabilidade exclusiva do autor e não representa, necessariamente, o posicionamento do Portal Minuto News.