A Prefeitura de Limeira intensificou nesta quarta-feira (17) as ações de segurança na região da conhecida Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A medida ocorre poucos dias após a morte de uma jovem de 21 anos durante uma atividade de rope jump realizada no local.
As equipes municipais realizaram o fechamento de acessos considerados irregulares e reforçaram os bloqueios existentes para impedir a entrada de pessoas na área. Segundo a administração municipal, a intervenção busca reduzir riscos enquanto uma solução definitiva para a estrutura é debatida entre autoridades locais e o governo federal.
De acordo com a prefeitura, a entrada na ponte é proibida, já que o local não é aberto ao público. A administração informou ainda que vinha adotando medidas preventivas, mas ressaltou que as obras estruturais permanentes dependem da atuação da União, responsável pelo patrimônio.
A ampliação das ações ocorreu após o acidente que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos. A jovem participava de uma atividade de rope jump no último sábado (13), quando caiu de uma altura aproximada de 40 metros.
Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, ela teria sido lançada da estrutura sem estar devidamente conectada ao sistema de segurança utilizado na prática esportiva.
O caso gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre a utilização da ponte para atividades radicais, apesar da ausência de autorização oficial para esse tipo de prática.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou que a propriedade da ponte foi oficialmente incorporada ao patrimônio federal neste ano.
Em nota, o órgão reforçou que jamais autorizou a realização de eventos, atividades esportivas ou qualquer outro tipo de utilização da estrutura por empresas ou particulares.
Representantes da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram recentemente na região para discutir alternativas com os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis.
Durante os encontros, foi debatida a necessidade de uma solução definitiva para impedir novos acessos ao local e evitar a repetição de acidentes.
Entre as possibilidades avaliadas pelas autoridades está a demolição da antiga ponte, proposta que vem recebendo apoio das administrações municipais das duas cidades.
Os prefeitos argumentam que a estrutura abandonada representa um risco constante para a população e continua atraindo visitantes mesmo após diversas tentativas de interdição realizadas nos últimos anos.
Segundo relatos apresentados durante as reuniões, barreiras e valas abertas para dificultar o acesso chegaram a ser removidas ou modificadas sem autorização do poder público, permitindo novamente a entrada de pessoas na área.
Enquanto uma decisão definitiva não é tomada, a orientação das autoridades é para que a população respeite as sinalizações e não tente acessar a ponte.
A Prefeitura de Limeira informou que continuará colaborando com os órgãos federais para reforçar a segurança no local e evitar novas ocorrências.
As investigações sobre as circunstâncias do acidente que resultou na morte da jovem seguem em andamento.