Transporte VLT de Salvador
Primeira estação do VLT de Salvador é inaugurada; sistema terá quase 44 km de extensão
Com a requalificação de um prédio histórico no Subúrbio Ferroviário de Salvador, a Estação Calçada marca o início da implantação do sistema de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).
20/06/2026 19h52
Por: Guilherme Moreira Oliveira
Foto: Joá Souza/GOVBA

Na última quarta-feira (17), foi inaugurada a Estação Calçada, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. O espaço é fruto da requalificação de um prédio histórico da região, que agora conta com uma ampla estrutura para atender à população, incluindo lojas, espaços para eventos e outros equipamentos de conveniência.

O sistema de VLT da capital baiana é considerado um dos maiores do país em extensão. O novo modal terá cerca de 43,7 km e ligará o Subúrbio Ferroviário ao centro da cidade, integrando-se à Região Metropolitana.
Para além de conectar regiões distintas, o VLT será integrado ao sistema metroviário e prevê a conexão com o transporte por ônibus em pontos estratégicos das estações.

Essa é uma conquista significativa para a população da capital, sobretudo para os moradores das áreas beneficiadas, que poderão usufruir do novo transporte para se deslocar ao trabalho, às universidades e a outros compromissos cotidianos.

Histórico

O sistema de VLT surge da reformulação da estrutura ferroviária que operava no Subúrbio de Salvador. O antigo Trem do Subúrbio ligava os bairros da Calçada a Paripe. Inaugurada em 1860, a linha era gerida pela prefeitura até que, em 2013, a responsabilidade pela sua administração foi transferida para o Governo da Bahia.

Nos anos finais de operação do trem, a precariedade do serviço tornou evidente a necessidade de uma transformação profunda, que aproveitasse a base estrutural existente para modernizá-la e ampliá-la.

As primeiras movimentações do governo para a alteração do sistema ferroviário ocorreram em 2014. Em 2015, iniciaram-se as análises de viabilidade técnica, econômica e ambiental.

Diversos impasses marcaram essa transição, o que acabou atrasando o desenvolvimento do projeto. Em 2019, por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP) com a empresa BYD, chegou-se a cogitar a substituição do VLT por um sistema de monotrilho elevado. A ideia, contudo, foi descartada por apresentar incompatibilidades com as exigências do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), que visavam preservar os espaços históricos nos trechos da obra.

Em 2024, as obras foram efetivamente iniciadas sob o modelo atual, que segue em pleno desenvolvimento e avança para a conclusão.