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Laudo da Polícia Federal confirma diagnóstico médico e aponta necessidade de cirurgia em Jair Bolsonaro

Defesa afirma que perícia oficial ratifica avaliações anteriores e reforça pedido de internação para realização de procedimento cirúrgico

Por: Marcos Renan
21/12/2025 às 19h11
Laudo da Polícia Federal confirma diagnóstico médico e aponta necessidade de cirurgia em Jair Bolsonaro

O advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Paulo Cunha Bueno, afirmou nesta sexta-feira (19) que o laudo médico elaborado pela junta médica da Polícia Federal confirmou integralmente os diagnósticos apresentados anteriormente pelos médicos que acompanham o ex-chefe do Executivo. Segundo a defesa, o parecer técnico oficial não apenas valida as conclusões já existentes, como reforça a necessidade de autorização judicial para a realização de cirurgia e internação hospitalar.

Em nota divulgada nas redes sociais, Paulo Cunha Bueno destacou que o documento produzido pela Polícia Federal atesta a veracidade dos problemas de saúde enfrentados por Bolsonaro, especialmente aqueles decorrentes da facada sofrida durante a campanha presidencial de 2018. O atentado, ocorrido em Juiz de Fora, em Minas Gerais, é apontado como fator determinante para o agravamento de lesões e complicações clínicas que se estenderam ao longo dos últimos anos.

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“O laudo da Polícia Federal, como não poderia deixar de ser, ratificou o diagnóstico dos dois médicos que acompanham o ex-presidente, de sorte que a internação para a realização das cirurgias há de ser deferida pelo ministro relator”, escreveu o advogado. A manifestação faz referência direta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por analisar o caso no âmbito judicial.

De acordo com o laudo médico produzido pela junta da Polícia Federal, Jair Bolsonaro é portador de hérnia inguinal bilateral, condição que, segundo os peritos, exige reparo cirúrgico em caráter eletivo. A avaliação foi realizada na última quarta-feira (17), quando o ex-presidente se submeteu à perícia oficial, procedimento solicitado no contexto das investigações e medidas judiciais em andamento.

O relatório destaca que, embora a cirurgia seja classificada como eletiva, há riscos concretos associados à postergação do procedimento. Os médicos alertam que o aumento da pressão intra-abdominal pode agravar o quadro herniário, elevando a possibilidade de complicações clínicas caso a intervenção não seja realizada em tempo adequado.

Além das hérnias, o laudo também aborda outro problema que tem afetado diretamente a rotina e a qualidade de vida do ex-presidente: crises persistentes de soluços. A perícia confirmou que o bloqueio do nervo frênico é tecnicamente pertinente e indicado diante da refratariedade do quadro aos tratamentos convencionais já instituídos.

Segundo a junta médica, o problema tem causado prejuízos significativos ao sono e à alimentação de Bolsonaro, fatores que contribuem para a deterioração do estado geral de saúde. “Esta Junta Médica entende que o procedimento deve ser realizado o mais breve possível, haja vista a refratariedade aos tratamentos, a piora do sono e da alimentação, além do aumento do risco de complicações do quadro herniário”, aponta a conclusão encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes.

A defesa sustenta que a confirmação oficial da Polícia Federal afasta qualquer questionamento sobre a legitimidade dos pedidos médicos apresentados anteriormente. Para os advogados, o laudo reforça que não se trata de uma solicitação baseada em conveniência, mas de uma necessidade clínica devidamente comprovada por especialistas independentes.

Desde que deixou a Presidência da República, Jair Bolsonaro tem enfrentado recorrentes problemas de saúde relacionados às sequelas da facada sofrida em 2018. Ao longo dos anos, ele passou por diversas cirurgias, internações e tratamentos, sempre acompanhados de atenção pública e repercussão política, dada sua relevância no cenário nacional.

O estado de saúde do ex-presidente também tem sido tema de debates no campo jurídico, especialmente diante de investigações e processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal. A defesa argumenta que o tratamento médico adequado é um direito fundamental e que deve ser assegurado independentemente do contexto político ou judicial.

Com a divulgação do laudo da Polícia Federal, a expectativa agora se volta para a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que deverá avaliar o parecer técnico e decidir sobre a autorização para a internação e realização das cirurgias indicadas. A defesa acredita que o documento médico oficial será determinante para o deferimento do pedido.

O caso segue sob acompanhamento do STF e permanece em evidência no debate público, unindo questões de saúde, direito e política. Enquanto isso, aliados do ex-presidente acompanham com atenção os desdobramentos, ressaltando a importância de garantir condições adequadas para o tratamento clínico necessário.

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