
O Governo do Estado de São Paulo iniciou uma série de ações preventivas para reduzir o risco de incêndios florestais nos próximos meses, período marcado pela estiagem e maior incidência de queimadas. Entre as medidas, está a distribuição gratuita de materiais informativos e o reforço na capacitação de equipes e fiscalização em áreas consideradas mais vulneráveis.
A iniciativa faz parte da fase amarela da Operação SP Sem Fogo, etapa voltada ao planejamento e à prevenção, que antecede o período crítico do ano. Como parte dessa estratégia, cerca de 2 mil guias com orientações práticas estão sendo distribuídos a produtores rurais, gestores ambientais, prefeituras e comunidades localizadas próximas a áreas de vegetação.
O material reúne recomendações para evitar o surgimento de focos de incêndio, como a manutenção de aceiros (faixas de contenção), o monitoramento constante de áreas de risco e o acompanhamento das condições climáticas. Também orienta sobre como agir em caso de incêndio, incluindo a comunicação com autoridades e os procedimentos necessários após ocorrências.
As orientações ainda destacam atitudes simples que podem prevenir incêndios, como evitar o uso de fogo para limpeza de terrenos, não acender fogueiras próximas à vegetação e denunciar práticas ilegais, como a soltura de balões. O conteúdo também está disponível em versão digital para ampliar o alcance das informações.
Além da distribuição dos guias, o governo estadual ampliou as ações de capacitação. Um curso gratuito e online sobre prevenção e combate a incêndios florestais foi disponibilizado, com carga horária de aproximadamente 11 horas e emissão de certificado. A formação é voltada tanto a agentes públicos quanto à população em geral.
Outro ponto importante são as oficinas regionais realizadas em parceria com a Defesa Civil. Esses encontros reúnem representantes de municípios, órgãos ambientais e consórcios intermunicipais para alinhar estratégias e fortalecer a atuação conjunta durante o período mais crítico.
Na área de fiscalização, as ações foram intensificadas principalmente no entorno de unidades de conservação. As medidas incluem vistorias em propriedades rurais, notificações a concessionárias de rodovias e atividades de orientação junto às comunidades locais. O objetivo é prevenir situações de risco antes que elas se transformem em incêndios de grandes proporções.
Para ampliar a capacidade de resposta, o estado também investiu no reforço das equipes em campo. Foram contratados mais de 200 brigadistas temporários, que atuarão tanto na prevenção quanto no combate direto às queimadas. Esses profissionais passam por treinamento específico e atuam especialmente nos meses mais secos do ano.
A estrutura operacional também foi fortalecida com a aquisição de novas viaturas, equipamentos e maquinários, como tratores utilizados na abertura e manutenção de aceiros. Paralelamente, o monitoramento por satélite segue sendo utilizado para identificar focos de calor em tempo real, permitindo respostas mais rápidas e eficientes.
Outra estratégia adotada é a chamada queima prescrita, técnica controlada que reduz o acúmulo de material combustível no solo e ajuda a evitar incêndios de maior intensidade. Essa prática é aplicada de forma planejada e supervisionada por equipes especializadas.
Os resultados recentes reforçam a eficácia das ações preventivas. No último ano, o estado registrou uma redução expressiva nos índices de queimadas, com queda significativa tanto na área atingida quanto no número de focos de incêndio em unidades de conservação.
A Operação SP Sem Fogo reúne diferentes órgãos públicos, incluindo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e Fundação Florestal, além de contar com o apoio de prefeituras e concessionárias. A atuação integrada é considerada essencial para prevenir incêndios e proteger o meio ambiente.
A orientação das autoridades é que a população também participe desse esforço, adotando práticas seguras e comunicando qualquer situação suspeita. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar danos ambientais e garantir a segurança das comunidades durante o período de estiagem.