
Uma operação da Polícia Civil realizada na Baixada Santista terminou com a apreensão de mais de 8 mil celulares irregulares em estabelecimentos comerciais do litoral de São Paulo. A ação, realizada na última semana, faz parte de uma estratégia de combate aos crimes de roubo, furto e receptação de aparelhos celulares na região.
As fiscalizações ocorreram nos municípios de Santos, Cubatão, Guarujá e Bertioga, onde equipes especializadas vistoriaram aproximadamente 30 lojas de venda e assistência técnica de celulares. Durante a operação, quatro pessoas foram presas em flagrante por envolvimento com aparelhos roubados ou furtados.
Segundo a Polícia Civil, os demais celulares apreendidos ainda passarão por análise para identificação da origem dos aparelhos e possível ligação com crimes patrimoniais registrados no estado.
A ofensiva foi organizada após um trabalho prévio de inteligência e mapeamento dos principais estabelecimentos suspeitos da região. O objetivo era identificar pontos de comercialização de celulares irregulares e enfraquecer a cadeia criminosa ligada à receptação de produtos roubados.
De acordo com o delegado Rubens Barazal, responsável pela coordenação da operação, o combate à receptação é uma das estratégias mais importantes para reduzir roubos e furtos de celulares.
“É uma busca ativa para enfrentar esses crimes. Sabemos que parte desses aparelhos é negociada em lojas de venda e conserto. Muitas vezes, são celulares de segunda mão roubados ou furtados. Com isso, atingimos toda a cadeia ilícita, incluindo a receptação”, afirmou o delegado.
Além das apreensões, as equipes também identificaram irregularidades administrativas em alguns estabelecimentos fiscalizados, como ausência de alvará de funcionamento e falta de emissão de nota fiscal.
Segundo a Polícia Civil, operações desse tipo também possuem caráter preventivo e educativo, buscando aumentar o controle sobre o comércio informal de eletrônicos e dificultar a circulação de aparelhos de origem criminosa.
O delegado destacou ainda que mudanças recentes na legislação aumentaram as punições para crimes relacionados à receptação, o que pode contribuir para a redução dos índices criminais ligados ao furto e roubo de celulares.
“Houve uma majoração penal para esse tipo de crime. Então, com ações como essa e punições mais severas, acreditamos que a tendência é reduzir os índices criminais e, consequentemente, aumentar a sensação de segurança da população”, explicou Barazal.
As autoridades reforçam que o monitoramento de lojas suspeitas e o levantamento de informações são fundamentais para o planejamento das operações policiais e para o combate às organizações envolvidas nesse tipo de atividade ilegal.
Outro ponto destacado pela Polícia Civil foi a atuação integrada com o programa SP Mobile, iniciativa criada pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo para rastrear celulares roubados, furtados ou receptados por meio do número de identificação IMEI dos aparelhos.
O sistema cruza informações de boletins de ocorrência com dados fornecidos pelas operadoras de telefonia, permitindo identificar celulares subtraídos que voltaram a ser utilizados por terceiros.
O programa funciona em três etapas principais: notificação dos usuários que estejam utilizando aparelhos com restrição, realização de diligências policiais em caso de não comparecimento e devolução dos celulares recuperados às vítimas.
Segundo a SSP, além de recuperar aparelhos, o objetivo do SP Mobile é enfraquecer financeiramente a cadeia criminosa da receptação e auxiliar na identificação de autores de roubos e furtos.
Para a Polícia Civil, operações como a realizada na Baixada Santista ajudam a desestimular o comércio ilegal de celulares e ampliam a capacidade das forças de segurança de rastrear produtos roubados.
As investigações continuam e novos desdobramentos da operação não estão descartados pelas autoridades.