O valor mínimo do Bolsa Família passou de R$ 600 a R$ 691. A medida, assinada pelo presidente Lula (PT), deve subir o pagamento do auxílio já no período entre o 1° turno, em 4 de outubro, e o 2° turno no dia 25. O perfil do presidente divulgou a novidade no Instagram. Somados os valores, as famílias pode chegar a receber R$ 777 em média. O reajuste de 15%, segundo o Governo Federal, seria para recompor a inflação acumulada durante o terceiro mandato do petista.
O Ministro da Fazenda, Dário Durigan, declarou que o “Bolsa Família é central na nossa estratégia de cuidar das famílias mais vulneráveis, garantir renda para que as pessoas saiam da pobreza e possam não ter insegurança alimentar”. A prática foi considerada eleitoreira por alguns analistas. O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, despencou 3 mil ponto após o anúncio, na expectativa de que o decreto acrescentaria bilhões à despesa pública. Mas voltou a crescer no decorrer do dia e recuperou as perdas.
Aliados de Bolsonaro divergem sobre Bolsa Família
Em 2022, Jair Bolsonaro (PL) também turbinou o programa social perto das eleições. O deputado Zé Trovão (PL-SC) ajuizou uma ação para contestar a medida de Lula. Em sorteio, o ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, a recebeu e rejeitou por incompatibilidade técnica, sem analisar o mérito da questão. Para Mendonça, o caráter estadual de Zé Trovão, que busca reeleição como deputado federal, não seria equivalente à candidatura à reeleição de Lula, de perspectiva nacional.
Mendonça foi indicado ao STF por Jair Bolsonaro (PL), rival de Lula e atualmente em prisão domiciliar, em 2021. De acordo com o argumento do ministro, uma ação advinda do candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), poderia ser considerada para avaliar possíveis ilegalidades e aspectos eleitoreiros no aumento do Bolsa Família.
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