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Home»Política»Nova composição do Senado aumenta preocupação no STF com possíveis impeachments em 2027
Política

Nova composição do Senado aumenta preocupação no STF com possíveis impeachments em 2027

redacaoBy redacao5 de outubro de 2026Nenhum comentário5 Mins Read
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Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF
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Ministros avaliam cenário de maior pressão sobre a Corte e discutem aproximação com parlamentares considerados moderados do PL

A nova composição do Senado Federal, definida nas eleições deste domingo (4), aumentou a preocupação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra integrantes da Corte a partir de 2027.

Segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo, ao menos 49 senadores, entre parlamentares que permanecerão na Casa e os recém-eleitos, já manifestaram apoio à abertura de processos contra ministros do Supremo, ainda que alguns apresentem ressalvas. Para que um ministro seja afastado, são necessários 54 votos, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras do Senado.

O cenário colocou o resultado da eleição para o Senado no centro das discussões sobre a relação entre o Legislativo e o Judiciário. O Partido Liberal (PL), que reúne parlamentares alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro, conquistou a maior bancada da Casa para a próxima legislatura, com 28 senadores.

STF avalia aproximação com parlamentares

Diante da nova configuração do Senado, ministros do Supremo passaram a considerar a necessidade de ampliar o diálogo institucional com diferentes grupos políticos.

De acordo com a Folha, integrantes da Corte avaliam uma aproximação com parlamentares considerados moderados do PL como uma forma de reduzir a possibilidade de novos conflitos entre o Supremo e o Congresso. A avaliação dentro do tribunal é que a bancada eleita não é politicamente homogênea e reúne diferentes perfis.

A estratégia discutida não significaria necessariamente uma negociação sobre processos específicos, mas uma tentativa de estabelecer canais de interlocução com os novos integrantes do Senado antes que a nova legislatura assuma, em fevereiro de 2027.

A preocupação aumentou após a eleição de 19 novos senadores pelo PL. Com os parlamentares que já possuem mandato e continuarão na Casa, a legenda chegará a 28 representantes, tornando-se a maior bancada do Senado.

Impeachment depende de 54 votos

O Senado é responsável pelo julgamento de ministros do STF em processos de impeachment por crimes de responsabilidade. Para que um ministro seja afastado definitivamente, é necessário o apoio de dois terços dos senadores, ou seja, 54 dos 81 parlamentares.

O levantamento da Folha indica que o grupo favorável ao impeachment ainda não alcança esse número. A estimativa mais recente aponta pelo menos 49 senadores favoráveis à medida, deixando uma diferença de cinco votos em relação ao quórum necessário para o afastamento.

A quantidade de parlamentares favoráveis, porém, é suficiente para manter o tema no centro das discussões políticas para a próxima legislatura. A posição de senadores que ainda não definiram publicamente seu posicionamento poderá ser determinante para o futuro de eventuais pedidos.

O cenário também pode mudar até o início dos novos mandatos, já que os parlamentares eleitos ainda passarão pelo período de transição e poderão estabelecer novas alianças políticas.

Presidência do Senado será estratégica

Outro fator considerado decisivo será a eleição para a presidência do Senado, prevista para o início de 2027.

O presidente da Casa exerce papel importante na tramitação de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo. Atualmente, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ocupa o cargo e tem segurado pedidos apresentados contra integrantes da Corte.

Com a mudança na composição do Senado, a disputa pela presidência da Casa ganhou ainda mais relevância. Entre os nomes apontados como possíveis candidatos está o senador Rogério Marinho (PL-RN), que conta com apoio de setores do bolsonarismo. A ex-ministra Tereza Cristina (PP-MS) também aparece entre as alternativas discutidas para o comando do Senado.

A escolha do próximo presidente poderá influenciar diretamente a condução de pautas envolvendo o STF, além de outros temas prioritários para o novo Congresso.

Relação entre STF e Congresso entra em nova fase

A tensão entre o Supremo e setores do Congresso vem crescendo nos últimos anos, especialmente em torno de decisões judiciais envolvendo políticos, investigações e processos relacionados aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

A situação ganhou novos contornos durante as eleições de 2026, quando propostas relacionadas à redução dos poderes do STF e ao impeachment de ministros passaram a ocupar espaço importante nas campanhas para o Senado.

Ao mesmo tempo, o Supremo também enfrenta discussões internas e questionamentos políticos relacionados à atuação de seus ministros. A chamada crise do Banco Master ampliou a exposição da Corte e passou a ser utilizada por diferentes grupos políticos nos debates eleitorais.

Apesar do aumento da bancada favorável ao impeachment, a abertura e o eventual afastamento de ministros dependem do cumprimento dos procedimentos previstos na legislação e da obtenção dos votos necessários no Senado.

Assim, a nova composição da Casa não significa que um processo de impeachment será necessariamente aberto ou aprovado. O resultado das eleições apenas estabeleceu uma configuração parlamentar que poderá influenciar a relação entre os Poderes a partir de 2027.

Nos próximos meses, a escolha do presidente do Senado, a formação dos blocos parlamentares e a posição dos senadores que ainda não assumiram publicamente uma posição deverão ser acompanhadas de perto. Esses fatores ajudarão a definir se a pressão sobre o Supremo aumentará ou se haverá espaço para uma reaproximação institucional entre Senado e STF.

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  • redacao
impeachment de ministros do STF PL no Senado política brasileira Senado Federal STF
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