O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, discursou após o anúncio de uma nova parceria entre o Canadá e a União Europeia. A presidente do bloco, Ursula von der Leyen, convidou o país a se tornar um membro associado, categoria ainda não existente. Outros grupos, como o BRICS, utilizam o termo. “Não estou propondo um terceiro bloco com o objetivo de se tornar um grande poder rival, porém com boas maneiras”, disse Carney, insinuando que haveria incivilidade nos Estados Unidos (EUA). “Nós não buscamos poder para dominar os outros. Pelo contrário, procuramos resiliência para que ninguém controle nossos mercados”, enfatizou.
Nacionalismo de Carney gera frutos
Desde que foi eleito, Carney criticou os EUA diversas vezes e vem comparando o Canadá ao vizinho de maneira constante nas redes sociais. Outra estratégia da equipe de comunicação tem sido a exaltação dos pontos fortes da nação. Num vídeo, Carney exaltou a vantagem de ter duas vezes mais incentivos para investimentos estrangeiros do que os EUA. Segundo ele, isso leva ao aumento do emprego, independência e soberania nacional.
Em outra peça de divulgação, o primeiro-ministro afirmou que o Canadá teria a população com mais educação do mundo. De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), 63% dos canadenses possuem diploma de ensino superior, a maior taxa global. Antes dado como morto nas pesquisas de intenção de voto, o Partido Liberal de Carney disparou com os ataques, deboches e ameaças de Trump à economia e aos territórios.
Pesquisa da Liaison Strategies divulga em 14 de setembro captou aprovação de 66% e desaprovação de 27% para Mark Carney entre os eleitores, o melhor resultado de sua série histórica até o momento. O principal opositor, Pierre Poilievre, tem 53% de opiniões desfavoráveis e 36% favoráveis. Em 2025, ele concorreu pelo Partido Conservador e foi derrotado por 41,3% a 43,8%.
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