Nos últimos doze meses, o Brasil atraiu cerca de US$ 88 bilhões de investimento estrangeiro. O maior número desde 2012, quando mais de 100 bilhões de dólares foram registrados durante o primeiro mandato de Dilma Rousseff, quatros anos antes do impeachment. Grande parte desse volume está ligado à corrida no mercado de inteligência artificial, já que as empresas enxergam na América Latina um terreno propenso à instalação de data centers. No dia 1° de setembro, o Senado aprovou mais isenção fiscal e flexibilização ambiental ao setor.
Para os próximos anos, o TikTok pretende construir data centers que somam até 40 bilhões de dólares. A Ascenty quer investir US$ 5,5 bilhões para erguer servidores no interior do Estado de São Paulo. A Microsoft, empresa que ultrapassou US$ 4 trilhões em valor de mercado, anunciou US$ 2,7 bilhões para ampliação de infraestrutura de nuvem. Já a Alibaba Cloud divulgou a intenção de que o Brasil seja o primeiro país da América Latina a contemplar um de seus data centers.
Mas o país não vive só de supercomputadores, a área de logística também tem se mostrado fértil. A fabricante de automóveis e dona da Fiat, Stellantis, deve investir quase 6 bilhões de dólares na modernização de fábricas. Para ampliar centros de distribuição, o Mercado Livre injetará até US$ 11 bilhões e a Coca-Cola US$ 5,5 bilhões.
Dólar enfrenta outros desafios
De acordo com relatório Programas de Migração por Investimento da América Latina: Uma Análise Comparativa, feito pela Global Citizen Solutions, o Brasil ocupa o 7° lugar em termos de residência para investidores. O país fica atrás do Panamá (1°), Paraguai (2°), República Dominicana (3°), Costa Rica (4°), Equador (5°) e Uruguai (6°). Na pontuação, seguem abaixo a Colômbia (8°), México (9°) e Peru (10°).
Durante o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o dólar chegou a bater R$ 6,20 em 26 de dezembro de 2024. Atualmente, o valor flutua entre R$ 5 e 5,20, chegando a atingir mínimas nos dias em que pesquisas eleitorais indicam recuperação e possível vitória de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela Presidência da República.
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