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Home»Últimas Notícias»Ex-funcionário é investigado por desviar mais de R$ 1 milhão de empresas no DF
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Ex-funcionário é investigado por desviar mais de R$ 1 milhão de empresas no DF

redacaoBy redacao4 de setembro de 2026Nenhum comentário6 Mins Read
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Foto: Reprodução
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Um brasiliense de 26 anos é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por uma série de supostos golpes financeiros que teriam causado prejuízos milionários a empresários e, antes disso, ao próprio pai. Leonardo Siqueira Alves teria se aproveitado da confiança de pessoas próximas para obter acesso a contas bancárias e movimentar grandes quantias. Segundo as apurações descritas no caso, parte do dinheiro teria sido usada para manter uma rotina de luxo, com veículos de alto valor, festas e empréstimos a juros.

A história ganhou repercussão inicialmente em julho de 2026, quando Leonardo desapareceu durante uma viagem que, segundo a versão apresentada à família, teria como objetivo negociar a venda de um automóvel em São Paulo.

O desaparecimento durou cinco dias e mobilizou familiares e autoridades. A situação, porém, mudou após o jovem ser localizado pela PCDF. Pouco tempo depois, surgiu uma denúncia envolvendo movimentações financeiras que teriam sido feitas sem autorização.

📌 Suspeitas começaram dentro da própria família

Na madrugada de 18 de julho, o pai de Leonardo, o aposentado Gabriel Alves dos Santos, procurou uma delegacia para registrar um boletim de ocorrência contra o filho.

De acordo com o relato apresentado aos investigadores, Gabriel havia confiado ao jovem a administração de aproximadamente R$ 1 milhão, valor formado por economias acumuladas ao longo da vida, recursos de aposentadoria e dinheiro obtido com a venda de um imóvel da família.

Os recursos estavam aplicados em contas no Brasil e no exterior, e Leonardo teria ficado responsável por realizar movimentações e aplicações financeiras.

A situação teria começado a mudar em março de 2026, quando foram identificadas retiradas que não teriam sido autorizadas pelo pai.

Um consultor financeiro teria procurado Gabriel para alertá-lo sobre uma movimentação de R$ 63.812,46 retirada de uma das contas de investimento.

Questionado sobre o dinheiro, Leonardo teria prometido prestar esclarecimentos, mas posteriormente deixou de responder às mensagens. Segundo o relato registrado no caso, ele também teria vendido um automóvel pertencente ao pai antes de simular o próprio desaparecimento.

Foto: Reprodução

Acesso privilegiado teria facilitado novos golpes

Mesmo diante das suspeitas envolvendo os recursos familiares, Leonardo teria conseguido conquistar novamente a confiança de empresários do Distrito Federal.

Um dos casos envolve um empresário, amigo da família, proprietário de uma rede de mercados atacadistas. O empresário teria contratado Leonardo e, ao longo de aproximadamente seis anos, dado ao funcionário acesso a informações financeiras e ferramentas necessárias para administrar parte das operações.

Segundo as informações do caso, a relação de confiança chegou ao ponto de Leonardo receber senhas bancárias e autorização para movimentar recursos da empresa.

Foi justamente esse acesso que, segundo a investigação, teria sido utilizado para realizar transferências que não estavam relacionadas às atividades normais do negócio.

Os valores teriam sido enviados para contas de pessoas ligadas ao funcionário e também para empresas pertencentes a conhecidos dele, incluindo uma loja de veículos.

O empresário acabou identificando inconsistências e decidiu demitir Leonardo. Depois disso, teria iniciado uma análise detalhada das contas corporativas.

O levantamento apontou um possível desfalque que pode ultrapassar R$ 1 milhão. O caso passou a ser investigado em um novo inquérito instaurado na 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Sul.

Luxo e festas chamaram atenção

De acordo com os relatos reunidos na apuração, a mudança no padrão de vida de Leonardo também teria despertado questionamentos.

Apesar de receber aproximadamente R$ 5 mil por mês, o funcionário teria passado a circular com veículos de alto valor, entre eles uma Range Rover Velar e um Audi, além de outros automóveis.

O jovem também teria se tornado presença frequente em festas e eventos exclusivos.

Ainda segundo as informações do caso, Leonardo teria utilizado recursos para pagar despesas de amigos durante as noites de festa, incluindo combos de bebidas que chegavam a cerca de R$ 900.

As autoridades também investigam a suspeita de que parte do dinheiro obtido por meio das transferências teria sido utilizada em empréstimos a juros. A prática, caso confirmada, faria parte de uma estratégia para movimentar e obter ganhos sobre valores que teriam sido desviados das empresas.

Outro empresário teria sido vítima

As suspeitas não terminam no caso envolvendo a rede atacadista.

Outro empresário do Distrito Federal também teria contratado Leonardo cerca de seis anos atrás para trabalhar como assessor pessoal. A relação de confiança, segundo as informações do caso, era reforçada pelo fato de o jovem ser sobrinho de um dos sócios da empresa.

Leonardo teria recebido autorização para lidar com contas pessoais e empresariais do empresário, além de cuidar de pagamentos, recebimentos e outras operações administrativas.

Ele também possuía uma procuração pública que permitia representar a empresa perante órgãos públicos.

O suposto desvio nesse segundo caso teria ocorrido principalmente durante um período em que o empresário ficou ausente por oito meses, entre 29 de fevereiro e 25 de outubro de 2024.

Durante esse intervalo, as contas do empresário estariam bloqueadas. Um dos sócios teria enviado dinheiro em espécie para garantir o pagamento de despesas operacionais.

Segundo a investigação, Leonardo teria se apropriado de parte desses valores.

Além disso, ele teria realizado sucessivas transferências de recursos da conta jurídica da empresa para uma conta bancária pessoal.

O prejuízo estimado nesse caso também seria de aproximadamente R$ 1 milhão.

Investigação busca dimensionar prejuízos

Com diferentes relatos envolvendo pessoas que teriam confiado a Leonardo o acesso a recursos financeiros, as investigações buscam identificar o tamanho total dos prejuízos e a possível participação de outras pessoas ou empresas nas movimentações.

A análise das contas bancárias, transferências, documentos e demais registros financeiros deve ser fundamental para esclarecer a origem e o destino dos valores.

Os investigadores também deverão verificar se os recursos supostamente desviados foram utilizados na compra de veículos, no pagamento de despesas pessoais, em festas ou em outras atividades.

A existência de movimentações financeiras incompatíveis com os rendimentos declarados pode servir como elemento de apuração, mas não significa, por si só, que todos os valores tenham origem criminosa.

O que acontece agora?

Os casos seguem sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. A apuração deverá reunir documentos bancários, depoimentos e outros elementos capazes de esclarecer como os recursos foram movimentados e quem teria se beneficiado das operações.

Também deverá ser analisado se os diferentes episódios possuem ligação entre si e se existe um padrão semelhante de atuação.

Até que as investigações sejam concluídas e eventual processo judicial tenha decisão definitiva, Leonardo Siqueira Alves deve ser tratado como investigado, e não como condenado.

O caso chama atenção principalmente pelo nível de confiança que teria sido concedido ao jovem pelos empresários. O acesso privilegiado a contas, senhas e operações financeiras teria criado condições para que as supostas movimentações ocorressem por períodos prolongados antes que as inconsistências fossem identificadas.

Fonte: Metropoles

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