Na sessão de terça-feira (22), o vereador Renan Bolsonaro (PL) justificou suas faltas na Câmara Municipal de Balneário Camboriú. Segundo ele, as faltas seriam para visitar Jair Bolsonaro (PL), em prisão domiciliar em datas escolhidas pela Justiça. “Para dar um força para ele. O que está sofrendo nas mãos desse desgoverno ninguém merece”, argumentou. O pai dele mora em Brasília, Distrito Federal. A falta em 18 de setembro foi por outro motivo pessoal. Ainda assim, o plenário levou o caso à votação e rejeitou o abono por 10 a 5.
Em julho, Renan aceitou o desconto salarial de R$ 4.5 mil sem recorrer. Dessa vez, o vereador Marcelo Achutti (MDB) externou indignação com o comportamento do colega. Apesar de se ver no mesmo espectro político de direita, ele não achou as justificativas plausíveis. “Recebeu 3 milhões de fundo eleitoral e ainda quer que nós abonamos? Vão criar vergonha na cara! Eu, quando fui candidato, me silenciei e dei vaga ao suplente”, completou.
Renan busca ares mais altos
Após dois anos acumulando faltas como vereador, Renan busca uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele manteve o nome “Jair Bolsonaro” como eleito e, agora, candidato. Também não deu vaga à suplência para se dedicar à campanha eleitoral. Somente no Instagram, ele acumula mais de 1 milhão de seguidores.
Em 2024, Renan virou réu por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e uso de documento falso. Segundo a acusação do Ministério Público aceita pela 5ª Vara Criminal de Brasília, Renan teria supostamente utilizado um documento com informações falsas sobre sua empresa para a obtenção de um empréstimo bancário que não foi pago. O vereador disse ter sido vítima de golpe.
Ao longo de sua atuação na vida pública, Renan teve outras polêmicas como a revelação de um romance com o ex-assessor de imprensa ao Metrópoles e sucessivos casos amorosos num condomínio. Ele negou todos os casos. “Se um dia me ver agarrado com macho, pode ter certeza que é briga”, comentou. Em antigas declarações, o pai dele já afirmou preferir um melhor morto a um gay.
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