O Instituto AtlasIntel mediu a opinião pública em relação aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Pesquisa divulgada nesta terça-feira (22) revelou que a única mulher da Corte, Cármen Lúcia, tem 47% de imagem positiva contra 38% de imagem negativa. O desconhecimento ainda afeta parte considerável da população, com 15% respondendo não saberem quem é Cármen Lúcia. Em 2° lugar, André Mendonça é bem-visto por 47% e mal-visto por 48%. Flávio Dino ocupa a terceira posição, aprovado por 44% e reprovado por 50%.
A partir do quarto lugar, os integrantes do STF começam a ter grandes saldos negativos. Alexandre de Moraes carrega rejeição de 59% e aprovação de 36%. Luiz Fux é bem-visto por 36% e mal-visto por 49%. Cristiano Zanin tem 34% de imagem positiva e 48% negativa. Gilmar Mendes possui 26% positiva e 59% negativa. Apenas 12% veem Nunes Marques com bons olhos, enquanto 63% com maus. O ministro mais submerso na opinião pública é Dias Toffoli, 5% de imagem positiva e 79% negativa.
“Geramos intranquilidade”, admitiu Cármen Lúcia
Durante o julgamento para decidir se as petições de Moraes e Mendonça seriam avaliadas em conjunto ou separadamente, a ministra Cármen Lúcia foi solitária no pedido de desculpas à população e disse estar triste, envergonhada e com mal-estar cívico. O levantamento também identificou que 34% confiam no STF e 58% desconfiam. Em relação ao Congresso Nacional, 8% confiam e 81% desconfiam. A visão do Governo Federal é rachada, 48% confiam e desconfiam, um empate.
Em vários aspectos analisados, o STF registrou avaliações negativas. Para 55%, a Corte é ruim ou péssima na defesa da Democracia, 57% ruim ou péssima no respeito ao Legislativo e defesa dos direitos individuais, 59% ruim ou péssima no respeito à Constituição e na correção de abusos de instâncias inferiores, 58% ruim ou péssima no profissionalismo e competência de ministros, 61% ruim ou péssima na realização de reformas do Judiciário, 66% ruim ou péssima no combate à corrupção e 75% ruim ou péssima na imparcialidade entre rivais políticos.
A Atlas, em parceria com o jornal O Estado de São Paulo, ouviu pessoas entre os dias 17 e 21 de setembro, por metodologia de recrutamento digital aleatório.
Para mais sobre Justiça, acesse o site Minuto News.
