Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) assinaram uma carta ao Presidente da Corte, Edson Fachin, cobrando “imediata e rigorosa apuração” dos fatos relativos aos ministros citados no escândalo do banco Master. De acordo com o documento, os acontecimentos das últimas semanas comprometeram o prestígio, autoridade e a confiança da população na instituição. Os signatários esperam “seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin.
Entre os nomes, estão: Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney, Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Gavão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber. A manifestação aumentou a pressão sobre Fachin, que cancelou a sessão marcada para 23 de setembro em que a petição de Alexandre de Moraes contra André Mendonça seria discutida. Nos bastidores, houve a percepção de que as indefinições da sessão no dia 15 esvaziaram o propósito da próxima e mais agressões verbais entre ministros iriam tumultuar ainda mais as eleições.
STF tem ausência de mea-culpa
Em seu discurso, a ministra Cármen Lúcia se disse envergonhada e que o STF gerou intranquilidade no povo. “Estou num estado de profunda consternação e tristeza. Hoje, um dos colegas me dizia se estava adoecida com alguma coisa. Não, eu disse: estou triste. Não apenas pelo tema que nos traz aqui, mas porque este Supremo Tribunal Federal, guarda da Constituição, provocou um mal-estar cívico em todos os cidadãos”, confessou. Assista à íntegra do voto da ministra.
Única mulher entre os dez, com uma posição ainda não preenchida após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias, somente a ministra se desculpou por seus erros, faltas ou auxílio insuficiente na contenção da crise no Judiciário. Os ministros Moraes, Mendonça, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Flávio Dino e Cristiano Zanin preferiram trocar acusações, ironias e gritos. Incapaz de conter os ânimos, Fachin foi, inclusive, criticado pela ausência de seu “poder de polícia” no debate.
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