Eleito por dois mandatos consecutivos, o ex-governador do Kansas, Bill Graves, declarou suporte ao candidato Democrata, Adam Hamilton, na disputa pelo Senado contra o Republicano e incumbente Roger Marshall. Para Graves, apesar de ter apoiado Marshall para o primeiro mandato, o senador se afundou no “pântano” em Washington e estaria distante das necessidades reais dos cidadãos. Grande parte da fé no político foi perdida quando ele decidiu, à princípio, não certificar as eleições nos estados do Arizona e Pennsylvania, embora tenha voltado atrás depois.
A legitimidade do sistema de votação foi contestada pelo presidente Donald Trump inúmeras vezes, quando ganhou em 2016, na derrota de 2020 e, novamente, na vitória em 2024. Ele permanece como um dos principais opositores do voto antecipado por e-mail, que costuma favorecer os Democratas nas eleições. Mas nenhuma fraude jamais foi provada, apenas o perfil dos votantes por e-mail é mais contrário à Trump.
Democrata competitivo num estado vermelho
“Hoje, o partido Republicano parece uma péssima fraternidade para mim. Todos estão cheios de alegria e entusiasmo sobre como as coisas estão ótimas e não percebem as dificuldades cotidianas dos Americanos”, desabafou Graves. “Nós todos muitos problemas neste país e os Republicanos não têm coragem de lidar com eles”, completou.
Sobre o apoio à Adam Hamilton, Graves somente disse ser um candidato notável e com potencial de unir as pessoas. Mesmo que perca, o republicano gostaria de assegurar os eleitores de que está tudo bem não seguir fielmente a escolha do partido e optar por outras opções. Nas redes sociais, Marshall postou o resultado das últimas eleições, indicando ter vencido por larga margem, em tom de provocação. Pesquisas de intenção de voto, porém, mostram cenários nada confortáveis. De acordo com o Emerson College, Hamilton derrotaria Marshall por 45 a 43%, respectivamente.
Trump é um “fator tóxico”
Num vídeo, Graves afirmou que o Congresso Nacional teria feito vista grossa perante a incapacidade e corrupção do Executivo atual, em referência à Trump. A nova postura pode ser uma tentativa de descolar a imagem à do presidente, considerando que 61% desaprovam sua gestão e 39% aprovam, segundo levantamento de setembro da Fox News. Vários candidatos republicanos removeram menções à Trump de seus websites e passaram a criticá-lo bastante. Em 2024, ele ganhou no Kansas por 57 a 41% contra Kamala Harris.
Para mais notícias internacionais, acesse o site Minuto News.
