O Ministro do Exterior da Itália, Antonio Tajani, num comentário sobre que tipo de político gostaria para cargos públicos, disse que os eleitores deveriam “votar numa mulher séria de saia longa ou um homem que não seja riquinho”. Ele defendeu que candidatos da centro-direita seriam a melhor escolha. Tajani também ocupa a função de Vice-Primeiro-Ministro, encarregando-se das atribuições de Giorgia Meloni em sua ausência.
O ministro continuou a fala aconselhando o seu filho a se casar com uma mulher menos chamativa e mais confiável. Para Tajani, esse perfil se encontraria mais nas mulheres que usam saias mais longas do que as outras, pois seriam boas mães e fieis ao juramento de amor no casamento. Em Nova York, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ele se desculpou caso tenha ofendido alguém e disse nunca ter tido a intenção de ofender as mulheres.
Ministro foi alvo de protestos
Em 22 de setembro, oposicionistas usaram saias curtas em repúdio às declarações de Tajani. No Instagram, a senadora Simona Malpezzi postou foto ao lado de colegas. Na legenda, “uma reflexão para o ministro”. A porta-voz da aliança entre Verdes e Esquerda sugeriu que o Governo poderia “contar o número de mulheres mortas antes de medir o comprimento de saia das que estão vivas”.

A deputada do Movimento 5 Estrelas, Chiara Appendino, publicou uma foto sentada num banco e de saia curta. Ela é casada e mãe de duas filhas. “Eu não sou uma mulher confiável? Não sou uma boa mãe?”, perguntou. “Nossa confiança não é medida em centímetros de fábrica”, finalizou o texto. Diante do episódio, Roberto Vannacci, deputado de extrema-direita no Parlamento Europeu, comentou: “Entre uma mulher de saia longa e de saia curta, eu preferiria uma sem saia alguma”.

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