Após cancelar a participação no debate da TV Globo, o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma transmissão ao vivo no Youtube em que chamou o presidente Lula (PT) de “pai do tigrinho”, em referência à liberação das apostas online no mercado brasileiro. No entanto, imputação de responsabilidade não encontra amparo nos fatos. A autorização para o funcionamento das Bets ocorreu em dezembro de 2018, ainda na gestão de Michel Temer (MDB), sem qualquer tipo de restrição às empresas.
No governo de Jair Bolsonaro (2019-2022), as Bets operaram e se espalharam também sem medidas de fiscalização. Por outro lado, Lula propôs a regulamentação das apostas já em 2023, primeiro ano de seu terceiro mandato. Com o avanço da proposta no Congresso e sanção do presidente, as Bets que desejassem a manutenção do status legal teriam que respeitar regras e pagar impostos ao Governo.
Em 2025, Lula chegou a afirmar que elas seriam proibidas caso a regulamentação não fosse bem sucedida. Num estudo, o Ministério da Fazenda identificou que boa parte dos beneficiários de programas sociais destinavam um pouco do valor às Bets, comprometendo as famílias de baixa renda. A partir disso, o CPF dos beneficiários foi bloqueado de utilizar os sites de apostas.
Uma pesquisa da AtlasIntel captou aprovação de 75% à proibição das Bets. Diante do cenário apertado na disputa pela Presidência da República, a campanha de Lula avaliou que o banimento seria uma medida com potencial para aumentar a imagem positiva do petista. Então, em setembro deste ano, Lula encaminhou uma Medida Provisória com a proibição. Depois de 60 dias, ela pode ser prorrogada por mais 60 até a aprovação ou não do Congresso. Caso não seja apreciada, corre o risco de perder a validade e a regulamentação anterior voltar a valer.
Vários clubes de futebol da Série A do Campeonato Brasileiro entraram na Justiça para derrubar a decisão e influenciadores de Bets publicaram vídeos nas redes sociais em repúdio à Lula.
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