O Governo dos Estados Unidos enxergou com maus olhos as políticas adotadas pela África do Sul no combate à desigualdade racial. Com o objetivo de atenuar os impactos do Apartheid, regime de exclusão social dos negros que vigorou entre 1948 e 1994, os presidentes eleitos têm promovido reformas agrárias e redistribuição de terras. O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alegou “discriminação” contra a população branca e diversas autoridades sul-africanas tiveram seus vistos restringidos.
O presidente Cyril Ramaphosa considerou a decisão uma ingerência em assuntos protegidos pela soberania nacional. Desde 2025, início do segundo mandato de Donald Trump, os EUA já cortaram ajudas financeiras, o embaixador sul-africano foi expulso e Rubio ofereceu refúgio à minoria branca, pouco mais de 7.700 descendentes de europeus que vivem na África do Sul. Ao mesmo tempo, a administração de Trump mantém cerco constante à imigração de outras nações africanas.
Trump teve reunião tensa em 2025
Em maio do passado, Ramaphosa visitou a Casa Branca para discutir sobre as relações comerciais entre os países, mas Trump mostrou um vídeo que, segundo ele, indicaria um genocídio contra fazendeiros brancos na África do Sul. Embora a atitude tenha gerado fúria interna, o governo sul-africano teve um tom cauteloso e otimista na divulgação para a imprensa.

“Os dois dirigentes concordaram em fortalecer as relações comerciais bilaterais, aumentar os investimentos em benefício mútuo e forjar uma colaboração em matéria de intercâmbio tecnológico”, disse o comunicado. Atrás da China, os EUA são o segundo maior parceiro comercial dos sul-africanos, o que eleva a disposição para manter as relações amistosas. Como parte do tarifaço, mais tarde contestado na Justiça e derrubado pela Suprema Corte, Trump impôs uma taxação de 30% aos produtos advindos da África do Sul.
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