Quando perguntado sobre a alta de preços para compra de imóveis nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump disse: “Nós manteremos esses preços em alta. Não destruiremos o valor dessas casas para que alguém que não trabalhou muito possa comprar uma casa”. Na sequência, ele externou o desejo de abaixar as taxas de hipoteca para tornar a compra um pouco mais acessível.
No ano passado, estudos da Universidade de Harvard indicaram que o valor das parcelas mensais necessárias para uma casa de preço médio subiram de US$ 1.700 para US$ 3.100. A renda anual para arcar com esse tipo de despesa aumentou de US$ 66 mil à US$ 120 mil. Em relação à 2020, os preços para aquisição de casas aumentaram 54%, ultrapassando US$ 400 mil.
Trump enfrenta mesmo problema que antecessor
O ex-presidente Joe Biden do partido Democratas, também sofreu com o aumento de preços para compra e aluguel de casa, assim como a disparada no supermercado e contas básicas (gás, água e internet). A última pesquisa da Fox News mostrou ampla desaprovação de Trump em vários segmentos da economia. 74% desaprovam sua maneira de lidar com a inflação e 63% disseram que o presidente piorou a economia.
Entre os respondentes, 62% disse que o preço dos alimentos era um grande problema, 61% citou o valor do gás de cozinha, 54% lembrou do aluguel e 52% dos planos de saúde. Em 16 de setembro, o Federal Reserve, equivalente ao Banco Central dos EUA, elevou a taxa de juros pela primeira vez desde 2023. A decisão unânime deu 0,25% à taxa de juros; que ficou entre 3,75% e 4% ao ano. Há projeções de novos aumentos no futuro. Analistas alertaram que a política externa de taxação recorrente de Trump pressionaria a inflação, obrigando o Fed a agir.
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