Presidente afirmou que pretende ampliar relações comerciais com outros países e voltou a defender crescimento econômico e redução das desigualdades
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (4) que o Brasil não ficará “chorando” ou “resmungando” caso os Estados Unidos decidam reduzir as negociações comerciais com o país. Durante entrevista a uma rádio de Juazeiro do Norte, no Ceará, o petista disse que pretende buscar novos parceiros para ampliar as relações comerciais brasileiras.
Lula afirmou que a política comercial adotada durante seu governo permitiu crescimento das negociações com diferentes países. Segundo o presidente, enquanto o comércio com os Estados Unidos teria sido afetado pela política de tarifas, as relações comerciais brasileiras avançaram em outros mercados.
“Se os Estados Unidos não quiserem comprar da gente, você acha que eu vou ficar chorando, resmungando? Não, eu vou procurar quem quer comprar”, declarou.
O presidente também afirmou que mantém uma boa relação pessoal com Donald Trump e disse não considerar o presidente norte-americano um adversário.
Segundo Lula, o objetivo do governo é ampliar a quantidade de países com os quais o Brasil mantém relações comerciais, reduzindo a dependência de mercados específicos.
Brasil como país de classe média alta
Durante a entrevista, Lula também apresentou uma de suas principais metas para o país: transformar o Brasil em uma nação de classe média alta.
O presidente afirmou que pretende avançar na construção de um Estado de bem-estar social semelhante ao desenvolvido por países europeus ao longo das últimas décadas.
Para Lula, o Brasil possui condições de alcançar um padrão mais elevado de desenvolvimento e qualidade de vida para sua população.
“Eu estou predestinado a transformar esse país em um país de classe média alta”, afirmou.
O presidente também declarou que nenhum outro governante teria conseguido realizar mais do que ele em quatro anos de gestão. Para justificar a avaliação, citou indicadores econômicos e programas sociais implementados durante seu atual mandato, entre eles o Pé-de-Meia.
Agenda no Ceará
Lula está no Ceará para cumprir compromissos institucionais e políticos.
Durante a tarde, o presidente tem previsão de visitar, no Crato, as obras do Cinturão das Águas do Ceará, projeto relacionado ao sistema de integração das águas da transposição do Rio São Francisco.
Mais tarde, Lula participa de uma caminhada em Juazeiro do Norte ao lado do governador Elmano de Freitas (PT), que disputa a reeleição no estado.
A agenda combina compromissos relacionados a obras e investimentos públicos com atividades voltadas à campanha eleitoral.
Meio ambiente e imagem internacional
Na entrevista, Lula também destacou a atuação do Brasil na área ambiental. O presidente afirmou que o país vive atualmente um período de maior reconhecimento internacional em temas como política, economia, inclusão social e meio ambiente.
Ele citou a redução do desmatamento na Amazônia e em outros biomas como um dos resultados apresentados pelo governo.
Segundo Lula, a estratégia ambiental também envolve maior aproximação entre o governo federal e as administrações municipais.
O presidente defendeu que prefeitos sejam tratados como parceiros e afirmou que a atuação conjunta entre União e municípios pode contribuir para a execução de políticas públicas.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre comércio exterior, tarifas e relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, enquanto o governo brasileiro busca ampliar seus mercados e fortalecer relações com outros parceiros internacionais.
