Em mais uma derrota para o chanceler alemão Friedrich Merz, o estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental deve eleger o partido de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD) com mais de 37% dos votos. O União Democrata-Cristã (CDU) de Merz obteve apenas 4,9%; já o Partido Social-Democrata (SPD), de centro-esquerda, conseguiu por volta de 35%. Esse é o segundo estado a dar maioria ao AfD nas eleições de 2026 e fez parte da antiga Alemanha Oriental, controlada pela União Soviética até sua dissolução. A principal bandeira continua a ser o discurso anti-imigração.
Estados que passaram pelo regime comunista têm dado preferência de votos à AfD, que possui maior alinhamento à Rússia e se opõe ao auxílio prestado à Ucrânia na guerra. Órgãos de Inteligência da Alemanha investigam alegações de que o AfD supostamente abrigaria espiões do presidente Vladmir Putin e seria financiado para adotar políticas contrárias à União Europeia. O partido também é monitorado em razão de membros simpatizantes do Nazismo e que relativizam ou diminuem a gravidade do Holocausto promovido por Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.
Esquerda vence Merz na Capital
Em Berlim, capital da Alemanha, o CDU foi desbancado pelo outro espectro político. O radical Partido da Esquerda teve 25,3% contra 19% dos democratas cristãos. A extrema-direita amargou chegou à terceira posição, com 16%. Em quarto, os sociais-democratas (SPD) tiveram 12,1%; um dos seus piores desempenhos na região.
A candidata da Esquerda, Elif Eralp, defendeu o combate à especulação imobiliária que tem assolado o país e dificultado a aquisição de casas e apartamentos em todo o mundo. O plano dela prevê a estatização de mais de 220 mil habitações privadas para baratear os aluguéis e diminuir o número de locações vagas por serem custosas demais. Essa estratégia visa o fim da população de rua e desabrigada, partindo do pressuposto de que a especulação sempre manteria algumas locações vagas de propósito.
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