O presidente russo Vladmir Putin ampliou a maioria de assentos na Duma, o parlamento do país. O partido Rússia Unida (UR) obteve ao menos 355 das 450 vagas, alta de 26 cadeiras em relação as eleições de 2021. O alinhamento com Putin passou de 49,8% a 57,8%. Pesquisa da ExtremeScan detectou que o partido teria 31,8% das intenções de voto contra 24,6% do insurgente Yabloko, banido da disputa pela Suprema Corte.
Yabloko era a única opção abertamente contrária à guerra entre Rússia e Ucrânia e de oposição demarcada às políticas do governo Putin. Os demais partidos conquistaram poucas vagas na Casa, mas são conservadores e apresentam um nacionalismo semelhante ao do UR. São eles: Partido Comunista da Federação (CPRF), Partido Liberal Democrático (LDPR), Novas Pessoas (NP), Uma Rússia Justa (SR).
Essa não foi a primeira vez em que a Justiça russa interferiu à favor de Putin. Vários opositores já tiveram suas candidaturas anuladas ao longo dos anos, precisaram se exilar do país ou tiveram mortes em circunstâncias atípicas.
Ataques à capital e territórios ocupados
A eleição russa ocorreu de sexta-feira (19) ao domingo (21), enfrentando uma ofensiva ucraniana no último dia. Cerca de 1.110 drones foram interceptados, segundo o Ministério da Defesa do país. A agência Reuters reportou mais de 1.600 drones, com a cidade de Moscou na mira de 450. O prefeito da capital, Sergei Sobyanin, falou em três mortes. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que a operação visava refinarias de petróleo e estruturas de logística, embora áreas residenciais também tenham sido afetadas.
Essa foi a primeira eleição em que Putin organizou sessões eleitorais nas províncias de Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia. As áreas foram parcialmente ocupadas pelo exército russo desde o início da guerra, em 2022. Outra participante foi a Crimeia, anexada em 2014. A maioria dos país e organismos internacionais não reconhece nenhuma dessas reivindicações. O Democracy Index, que avalia a qualidade da democracia ao redor do mundo, classificou a Rússia como autocrática.
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