Em entrevista ao podcast The 8 October realizada no dia 15 de agosto, o ministro da segurança nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir insinuou que os palestinos deveriam ser mortos e expulsos de Gaza. Segundo o ministro, era um momento de reconstrução para Israel e destruição para Gaza. Em abril, a Organização das Nações Unidas (ONU) estimou a reconstrução de Gaza em mais de 70 bilhões de dólares.
“Acho que as eliminações de alvos deveriam ser toda noite, derrubar de 30 a 40. Não só esses que são uma ameaça imediata. Há pessoas lá que não são seres humanos. Eles não precisam viver. Eu estou fazendo um favor ao chamá-los de pessoas”, declarou Ben-Gvir. Também sugeriu “encorajar” a imigração dos palestinos para outros países árabes e que seu sonho era o assentamento de israelenses em toda a Gaza.
Essas não foram as primeiras falas polêmicas do ministro, que já fez comentários semelhantes desde a escalada da operação militar em Gaza. O partido do ministro, Poder Judeu, encabeçou a aprovação de um projeto que previu pena de enforcamento para palestinos condenados por matar israelenses. O apresentador do podcast, Rom Braslavski, disse preferir um botão e uma arma do que uma corda de enforcamento.
Ministro não é caso isolado
Israel já teve múltiplos problemas fronteiriços em razão de assentamentos fora de seus limites territoriais, o que levou a constante expansão de seu tamanho. Atualmente, assentamentos no Líbano e Cisjordânia são focos de tensão geopolítica. De acordo com o Ministério da Saúde de Gaza, o número de assassinatos por bombardeios ultrapassou 65 mil. O jornal The Guardian, em conjunto com veículos israelenses e um trabalho com a inteligência militar, estimou que 83% das mortes seriam civis.
Mas ninguém sabe os números exatos. Em 2024, um artigo da revista científica The Lancet, intitulado “Contando os mortos em Gaza: Difícil, mas essencial“, já calculava vítimas superiores a 180 mil. O estudo levou em consideração não só as mortes imediatas por bombardeios, mas também mortes indiretas por outros fatores. Os israelenses mortos não chegaram a 1.700.
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