O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, foi gravado segunda-feira (17), doando bolas de futebol em Buenaventura. A cidade foi uma das mais atingidas pelo terremoto de magnitude 7,4 que ocorreu em 10 de agosto. Nela, mais de 10 mil moradias foram prejudicadas, houve 400 feridos e 27 mortes. As bolas tinham as cores azul e amarelo do partido Defensores de la pátria, pelo qual o presidente se elegeu e tomou posse três dias antes do terremoto.
Foram prometidos auxílios para pagamento de aluguel aos que perderam suas casas e a reconstrução das estruturas danificadas. Mas o Ministro da Habitação, Jaime Beltrán, foi fotografado na praia de Santa Marta, Caribe, nos últimos dias. A pasta seria a maior responsável por cuidar da infraestrutura colombiana. O Governo anunciou a pretensão de distribuir tablets às famílias afetadas para que as aulas possam continuar em ambiente virtual. Regiões ao sul do país, próximas ao Oceano Pacífico, teriam problemas de conexão com a internet que coloriam a eficácia dessa medida à prova.
De acordo com Espriella, 314 pessoas morreram e 262 estariam desaparecidas. Feridos seriam quase 4.5 mil, com cerca de 30.7 mil moradias destruídas, 137 mil danificadas e 302 desabamentos. Ao todo, pouco mais de 262 mil pessoas foram afetadas. O epicentro do terremoto aconteceu em San José del Palmar, Chocó. As cidades de Quibdó, Cali, Pereira e Manizales estavam entre as principais impactadas. Perdas econômicas foram estimadas em US$ 9,6 bilhões.
Aliados e oposição criticam presidente
A senadora Carol Borda, do partido Salvación Nacional, disse haver muita desconexão com a realidade num período de aflição para milhares de famílias. Já o senador Andrés Forero, do Centro Democrático, sugeriu a demissão do Ministro de Habitação para evitar desgastes ao governo. O ex-presidente da Colômbia, Gustavo Petro, ironizou que Espriella confundiu a emergência com uma partida de futebol.
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