Na quinta-feira, 20 de agosto, o ministro de Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir publicou um vídeo na rede social X para divulgar o centro de enforcamento de palestinos. Em construção após ser aprovada uma lei no Parlamento de Israel por 62 a 48 que condenava à morte palestinos que tenham matado israelenses, o local faz parte da estratégia de campanha do partido Poder Judeu. O ministro usou um broche de forca durante a votação. Em 27 de outubro, ocorrerão eleições gerais no país e muitos candidatos tentam se mostrar defensores da população, território e sua possível expansão por meio de assentamentos.

“Essa é a estrutura. É aqui que os terroristas serão executados. Temos uma forca, salas para que as vítimas do crime possam vir e assistir igualzinho como é nos Estados Unidos. Aliás, estamos cumprindo nossas promessas. Olha só, teve quem duvidasse, teve quem zombasse. Está aí. A obra começou”, comentou Ben-Gvir na gravação.
Israel em busca de votos no Líbano
Em 2026, o atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conduziu uma série de ataques israelenses ao Líbano, com a justificativa de mirar grupos terroristas como Hamas e Hezbollah. Analistas afirmam que as medidas renderiam dividendos eleitorais de cidadãos que apoiam políticas expansionistas, parcela fundamental para a manutenção de base no Parlamento e continuidade de Netanyahu no cargo.
Recentemente, a Turquia expediu mandados internacionais de prisão contra ele e outras autoridades israelenses, acusadas de sabotar corredores humanitários rumo à Gaza e praticar genocídio. O ministro da Justiça, Akin Gurlek, obedeceu determinação de um tribunal de Istambul, despachada em 14 de julho. Há dois anos, o Tribunal Penal Internacional emitira uma mandado de prisão contra o primeiro-ministro por crimes de guerra e contra a humanidade.
Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, o chefe da Defesa Civil de Nabatieh, ao sul do Líbano, disse que o Exército de Israel estaria lançando vários sinalizadores em uma área florestal de Khiam. Chamados à lidar com incêndios constantes, bombeiros da região acusaram Israel de queimar intencionalmente vegetação, oliveiras e campos agrícolas. Hussein Fakih contou sobre o uso de pequeno drones incendiários e projéteis de fósforo branco.
De acordo com Israel, o Hezbollah teria usado repetidas vezes a mata para cobertura e escavação de túneis, o que daria aval às ofensivas. Como o Exército do Líbano atua em cooperação, os bombeiros só podem apagar incêndios em áreas de acesso permitido. A equipe conseguiu auxiliar perto de Kfarchouba e entre Jezzine e o Vale de Bekaa Ocidental, enquanto outras matas mantiveram a queima desesfreada.
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