Levantamento da consultoria Bites, a pedido do jornal O GLOBO, identificou que até 90% dos comentários eram negativos nas publicações dos clubes em defesa das Bets. A análise considerou postagens feitas no dia 17 de setembro, quinta-feira. A nota conjunta foi assinada pela Federação Paulista de Futebol, o Sindicato dos Atletas, times do Rio de Janeiro e outros estados. O argumento central foi o de que a proibição das Bets acarretaria em insegurança jurídica de contratos já firmados, falta de recolhimento de impostos, fiscalização e migração das apostas online para o mercado ilegal.
Os posicionamentos tiveram o título de “O fim do futebol brasileiro”, chegando a serem ironizados pelo canal humorístico Porta dos Fundos. “Esse é o clube do povo? Que exalta e defende um sistema que adoece e empobrece o trabalhador? Isso não é ser Vasco”, comentou Filipe Gonçalves no Instagram. “Post menos Vasco da história“, enfatizou Raphael Gomes.
Na postagem do São Paulo, que teve quase 300 mil curtidas até o momento, milhares se disseram envergonhados, com decepção e perplexidade. “Eu prefiro um futebol com menos investimento e sem propagandas de Bets”, palpitou Edson Burger, com pouco mais de 83 mil curtidas. Já Pedro Moreira, afirmou que o fim do futebol brasileiro teria se iniciado quando as casas de apostas ganharam permissão para o patrocínio. “Essa maldição precisa ser extinta!“, declarou.
O Grêmio, clube do Rio Grande do Sul, republicou a nota. Para a torcedora Julia Poloni, o clube deveria se importar com o crescente número de vidas perdidas e endividadas devido ao mercado de apostas. Ela relembrou as restrições que as propagandas de cigarro sofreram ao longo das décadas, o que auxiliou na queda contínua do fumo no Brasil e em vários países. “Vergonha ler isso vindo do clube que amo”, externou. Rival histórico, o Internacional não publicou nenhum apoio semelhante às Bets nas redes sociais.
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