Uma operação conjunta das polícias civis de São Paulo e Minas Gerais, realizada nesta segunda-feira (27), resultou na prisão de cinco investigados apontados como integrantes do núcleo financeiro de uma facção criminosa. Segundo as investigações, o grupo teria movimentado mais de R$ 500 milhões em transações consideradas suspeitas nos últimos dois anos.
Batizada de Operação Rede Oculta, a ação foi realizada simultaneamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Além das prisões, os policiais cumpriram dezenas de mandados judiciais com o objetivo de reunir novas provas e desarticular a estrutura financeira da organização criminosa.
Em São Paulo, dois suspeitos foram presos, sendo um na capital paulista e outro no município de Itupeva, no interior do estado. As demais prisões ocorreram em Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR). Um dos investigados alvos da operação ainda não foi localizado e é considerado foragido.
A Polícia Civil de São Paulo atuou em apoio à Delegacia de Homicídios de Belo Horizonte por meio do Grupo Armado de Repressão a Roubos (Garra), unidade vinculada ao Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope).
Ao todo, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão. As diligências ocorreram de forma simultânea nos três estados para evitar a fuga dos investigados e garantir o recolhimento de documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
De acordo com as autoridades, o foco da operação é desarticular o setor responsável pela movimentação financeira da facção, considerado essencial para o financiamento das atividades criminosas. A investigação busca identificar a origem dos recursos, o destino do dinheiro e possíveis envolvidos no esquema.
Os presos permanecerão à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil dará continuidade às apurações para localizar o investigado foragido e identificar outros possíveis integrantes da organização.
