O atacante David Corrêa, conhecido como “DVD” e jogador do Vasco da Gama, foi alvo de mandados de busca e apreensão nesta segunda-feira (31), durante a Operação A Tropa, deflagrada para investigar uma organização criminosa suspeita de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas e lavagem de dinheiro. A ação é conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo e ocorre simultaneamente em diferentes estados e no Distrito Federal.
No Rio de Janeiro, agentes cumpriram três mandados de busca e apreensão. Entre os endereços vistoriados estavam a residência do jogador, na Barra da Tijuca, e o Centro de Treinamento Moacyr Barbosa, do Vasco, na Zona Sudoeste da capital fluminense. A investigação também apura possíveis ligações de outros atletas profissionais e empresários com o grupo criminoso investigado.
Ao todo, a operação mobilizou aproximadamente 100 policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros. As diligências foram realizadas em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de endereços no Rio de Janeiro, Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.
É importante destacar que David Corrêa é investigado e foi alvo de busca e apreensão, mas não foi condenado pelos crimes apurados na operação. Até o momento, as autoridades não divulgaram publicamente detalhes que permitam atribuir ao jogador uma participação específica no suposto esquema.

Polícia realiza buscas na casa e no CT do Vasco
As primeiras diligências relacionadas ao jogador ocorreram em sua residência, na Barra da Tijuca. Na sequência, os agentes foram até o centro de treinamento do Vasco para cumprir outra ordem judicial.
Segundo informações divulgadas durante a operação, David acompanhou as diligências e posteriormente foi até o CT do clube dirigindo seu próprio veículo. O atacante não falou com a imprensa ao deixar o local.
No centro de treinamento, policiais também verificaram os pertences do atleta. De acordo com informações do ge, foram recolhidos materiais na residência do jogador, incluindo celular, computadores e documentos, enquanto no CT os agentes fizeram buscas nos objetos do atleta.
A presença dos policiais no CT chamou a atenção de funcionários e jogadores que chegaram ao local para as atividades programadas para esta segunda-feira.
A operação, entretanto, não significa que o clube seja investigado como organização criminosa. O endereço do Vasco foi incluído nas diligências em razão da presença de pertences do atleta no local.
Investigação começou no Espírito Santo
A Operação A Tropa é resultado de uma investigação conduzida pela Polícia Civil do Espírito Santo. Os investigadores apuram a atuação de um grupo suspeito de operar no tráfico interestadual de drogas e armas e também de utilizar mecanismos para lavagem de dinheiro.
Segundo as autoridades, a investigação não se limita ao jogador do Vasco. Outros atletas profissionais e empresários também estão entre os possíveis envolvidos analisados pela polícia.
As diligências foram autorizadas judicialmente e realizadas de forma coordenada em diferentes regiões do país.
A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que a ação integra um trabalho conjunto entre diferentes polícias estaduais para cumprir medidas judiciais e combater organizações criminosas com atuação interestadual.
“A operação integra uma atuação conjunta entre as Polícias Civis dos estados para o cumprimento de medidas judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas que atuam de forma interestadual”, informou a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O nome da operação também tem uma origem específica. Segundo as autoridades capixabas, “A Tropa” seria uma referência à forma como os próprios investigados se referiam ao grupo criminoso.
Outros atletas também são investigados
A investigação alcançou outros nomes ligados ao futebol profissional.
Entre os alvos está também Renyer Oliveira, ex-jogador das categorias de base do Santos e atualmente vinculado ao Azuriz, do Paraná. Durante o cumprimento de um mandado em São Paulo, o atleta foi detido por suspeitas de desacato e resistência, segundo informações divulgadas sobre a operação.
A presença de jogadores entre os alvos chamou atenção para uma das linhas de investigação da Polícia Civil do Espírito Santo: a possível utilização de pessoas ligadas ao futebol nas atividades do grupo criminoso.
Apesar disso, as autoridades ainda não divulgaram todos os elementos que sustentariam a suspeita contra cada um dos investigados.
A investigação segue em andamento e o conteúdo dos materiais apreendidos deverá ser analisado pelos investigadores.

Operação mobilizou quatro estados e o Distrito Federal
A dimensão da operação mostra que as autoridades investigam uma estrutura com possível atuação em diferentes regiões do país.
Além do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, foram cumpridas medidas em Goiás, São Paulo e no Distrito Federal.
No Espírito Santo, as diligências ocorreram em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio. No Rio de Janeiro, a operação contou com equipes da 14ª DP (Leblon) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme).
A mobilização de cerca de 100 policiais, 38 viaturas e dois helicópteros demonstra a dimensão da ação coordenada pelas forças de segurança.
Os mandados cumpridos nesta etapa incluem 15 ordens de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária, conforme as informações divulgadas sobre a operação.
Vasco afirma que colabora com as autoridades
O Vasco da Gama informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
Em nota, o clube afirmou que “está colaborando com as autoridades e aguarda a conclusão das investigações”.
A manifestação ocorre depois que agentes policiais estiveram no centro de treinamento do clube para cumprir uma das ordens de busca relacionadas ao jogador.
Até o momento, a investigação não apresentou uma conclusão sobre eventual participação de David Corrêa no grupo criminoso.
O fato de o atleta ter sido alvo de uma busca e apreensão significa que a Justiça autorizou a realização de diligências em endereços relacionados ao investigado, mas não representa uma condenação ou comprovação definitiva de envolvimento nos crimes.
O que acontece agora
Com o cumprimento das ordens judiciais, os materiais eventualmente apreendidos serão analisados pela Polícia Civil. Celulares, computadores, documentos e outros objetos podem contribuir para esclarecer as relações entre os investigados e identificar possíveis movimentações financeiras ou contatos relacionados ao grupo.
A partir dessas informações, os investigadores poderão aprofundar as apurações e decidir pelos próximos passos do inquérito.
Por enquanto, a principal informação envolvendo David Corrêa é que o atacante do Vasco está entre os alvos da Operação A Tropa e teve endereços relacionados a ele submetidos a busca e apreensão.
Não há, nas informações divulgadas até o momento, condenação contra o jogador pelos crimes investigados.
A investigação continua sob responsabilidade da Polícia Civil do Espírito Santo, com apoio das forças policiais dos estados onde foram cumpridas as medidas judiciais.

Caso segue sob investigação
A Operação A Tropa ainda está em andamento e novos detalhes podem surgir a partir da análise do material recolhido pelos investigadores.
A Polícia Civil busca esclarecer a estrutura e o funcionamento do grupo suspeito, além de identificar a eventual participação de cada pessoa investigada.
Enquanto não houver conclusão das investigações ou decisão judicial definitiva, os envolvidos devem ser tratados como investigados, respeitando-se o princípio da presunção de inocência.
No caso de David Corrêa, o jogador não prestou declarações à imprensa ao deixar o CT do Vasco. O clube afirmou que acompanha o caso e que está colaborando com as autoridades.
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