Close Menu
Portal Minuto News
  • Inicio
  • Categorias
    • Brasil
    • Cidades
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Especiais
    • Esportes
    • Meio Ambiente
    • Mundo
    • Opinião
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Trabalho
    • Turismo
    • Geral
  • Sobre Nós
  • Contato
Facebook X (Twitter) Instagram
Trending
  • Empresário de 27 anos é resgatado após ser mantido em cativeiro no interior de SP
  • Post Ping ganha espaço entre empreendedores e jornalistas com automação para redes sociais
  • Polícia indicia 13 pessoas pela morte de homem confundido com ladrão no Rio
  • STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da PF
  • Previsão do tempo em Curitiba: semana terá chuva, trovoadas e queda nas temperaturas
  • Ex-comandante da FAB diz que “perdeu amizades” ao recusar tentativa de golpe
  • PT aciona TSE novamente contra Flávio Bolsonaro por fala de Lula sobre garis
  • Avião cargueiro Boeing 767 sai da pista em Miami, atinge veículos e deixa cinco mortos
  • Inicio
  • Categorias
    • Brasil
    • Cidades
    • Cultura
    • Economia
    • Educação
    • Entretenimento
    • Especiais
    • Esportes
    • Meio Ambiente
    • Mundo
    • Opinião
    • Política
    • Saúde
    • Segurança
    • Tecnologia
    • Trabalho
    • Turismo
    • Geral
  • Sobre Nós
  • Contato
Instagram YouTube LinkedIn
Portal Minuto News
Subscribe
terça-feira, 8 setembro
  • Brasil
  • Cidades
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Entretenimento
  • Especiais
  • Esportes
Portal Minuto News
Início » Home » Desigualdades e elites: por que a democracia é incapaz de matá-las?
Economia

Desigualdades e elites: por que a democracia é incapaz de matá-las?

Particularidades brasileiras se somam aos problemas crônicos do voto representativo.
Jônathas GrunheidtBy Jônathas Grunheidt29 de junho de 2026Updated:14 de agosto de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
Facebook Twitter LinkedIn Email Copy Link
Follow Us
Instagram WhatsApp TikTok
Prédio do Congresso dos Estados Unidos no início da noite. Um dos principais reguladores das desigualdades no país.
Share
Facebook Twitter LinkedIn WhatsApp Copy Link

É comum pensar que regimes de governo como monarquias e ditaduras favoreçam desigualdades sociais e a pobreza da maioria da população. Ambos, de fato, tendem a priorizar decisões que beneficiem os que ocupam posições de maior poder. Isso leva a uma maior concentração de riquezas nas mãos de pouquíssimos, numa maneira um tanto sem pudor. Mas, na prática, a democracia não é tão diferente. O que muda é o tamanho maior da aristocracia e um senso de imagem pública que busca o afastamento de ostentações. 

Desigualdades Bilionárias

O último relatório do Laboratório Mundial da Desigualdade apontou que 10% da população mundial detém 75% de toda a riqueza. Esses também seriam responsáveis por 77% das emissões de gases que agravam as mudanças climáticas. Assim, sendo culpados pelo aumento do calor e frio extremos e desastres que assolam os mais pobres e vulneráveis. Os 0,001% mais ricos, cerca de 60 mil milionários, controlam três vezes mais riqueza do que metade da humanidade. 

Embora a qualidade de vida tenha melhorado com o passar das décadas, a Organização das Nações Unidas identificou mais de 3 bilhões de pessoas vivendo na linha da pobreza em 2025. Outro problema é o número de pessoas nas favelas. Aluguéis caros e a especulação imobiliária empurram muitos para a periferia das cidades. Assim, ainda há uma enormes e persistentes desigualdades sociais.

O mito do fim aristocrático

Então, o primeiro passo é aceitar que, talvez, a nobreza nunca tenha caído. Ela apenas se reorganizou com grandes empresários, formando uma oligarquia. Essas pessoas continuaram a ter influência sobre os políticos nas democracias. Por mais que constituições como a brasileira ou estadunidense enfatizem a igualdade de todos, no Brasil o que se vê é um lobby não oficializado pelo interesse de grandes fazendeiros, banqueiros e donos de meios de comunicação. Desse modo, as desigualdades ganham contornos de legitimidade. Para bem ou mal, nos Estados Unidos (EUA), o lobby é regulado por lei.

É possível aproximar as elites políticas do povo ao construir mecanismos constitucionais e culturais que as forcem a usar os mesmos serviços. Viver numa residência mais simples e ter que frequentar o transporte e a saúde públicos são alguns exemplos. Mas, supondo que o país atinja esse patamar, o que poucos foram capazes, ainda haveria a dura realidade das tendências humanas. 

A monarquia prevaleceu por muitos séculos graças à teoria de que eram monarcas escolhidos por Deus. Políticos contemporâneos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL), retomam essa abordagem ao dizer que concorrer à presidência foi uma missão dada por Deus. Outra razão para o triunfo da monarquia é a de que as pessoas anseiam por heróis e líderes que as guiem. A democracia pode não ser capaz de livrar o homem do desejo de terceirizar responsabilidades. Então, talvez, as desigualdades sejam inevitáveis diante da singularidade humana.

Em 1910, o sociólogo alemão Robert Michels afirmou que até a democracia permitiria formas de aristocracia inevitáveis para o funcionamento da República. Para representar a vontade das massas, ele argumentou que o afunilamento de decisões à poucos indivíduos era incontornável para administrá-las. Ao fazer isso, o povo cria líderes e dinastias inteiras que procuram manter suas posições. Não à toa, há no Brasil vários sobrenomes eleitos para o Congresso que realimentam as desigualdades e se mant

Sem barreiras constitucionais para reeleições, o povo também prioriza estabilidade e gratidão ao herói. Com isso, mantém líderes cada vez mais velhos no poder. Nos EUA, Donald Trump insinuou sobre um 3° mandato aos 80 anos, mas ele teria de alterar a constituição para isso. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a mesma idade e chance alta de um 4° mandato. Aos 75 anos, o primeiro-ministro Narendra Modi está em seu 3° mandato pela Índia. Muitos monarcas não tiveram a sorte de governar tantos anos assim.

Seria a democracia uma ilusão de que o povo controla a própria vida? Provável que não. Um regime monarquista designaria um perfil de líderes bastante averso aos que foram escolhidos desde a redemocratização brasileira. Mas num país de regime presidencialista como esse, o Congresso controla cada vez mais os cofres públicos, enquanto atribui as consequências de seus gastos ao Executivo. As desigualdades também continuam por que o povo elege muitos deputados e senadores mais interessados em mantê-las.

“O povo soberano escolheria, em vez de um rei, uma categoria inteira de pequenos reis”. Isso foi o que Michels disse sobre o parlamentarismo. Numa nação especialista em ser e dizer que não se é, pequenos reis podem causar mais estrago do que um predestinado por Deus, com desigualdades que são, acima de tudo, condescendentes. 

A opinião aqui demonstrada é inteiramente pessoal e não reflete o posicionamento do veículo Minuto News.

Autor

  • Jônathas Grunheidt

    Jornalista pela UFSM/FW. Explora os hábitos de consumo, relações de trabalho e políticas que moldam a sociedade.

aristocracia democracia desigualdades Deus Donald Trump EUA Flávio Bolsonaro Lula milionários monarquia parlamentarismo pobreza República riqueza
Jônathas Grunheidt
  • Website

Jornalista pela UFSM/FW. Explora os hábitos de consumo, relações de trabalho e políticas que moldam a sociedade.

Related Posts

STF forma maioria para manter afastamento do diretor-geral da PF

8 de setembro de 2026

Ex-comandante da FAB diz que “perdeu amizades” ao recusar tentativa de golpe

6 de setembro de 2026

Renúncias fiscais e ambientais atraem maior volume de dólares em 14 anos

5 de setembro de 2026

Lula diz que Brasil não ficará “resmungando” se EUA não quiserem negociar

4 de setembro de 2026

Fachin retira de inquérito das fake news pedido de Moraes contra Mendonça

4 de setembro de 2026

Bancos fecham no feriado de 7 de setembro; Pix funciona normalmente

4 de setembro de 2026

Data centers avançam no Brasil, mesmo sob forte rejeição

3 de setembro de 2026

Relatório sobre Moraes e Vorcaro pode ser levado ao plenário do STF; veja os possíveis caminhos

3 de setembro de 2026

CCJ aprova fim da 6×1 com embate entre Marinho e Aziz

2 de setembro de 2026

TSE nega pedido para remover live em que Bolsonaro indica Flávio à Presidência

2 de setembro de 2026

Auxiliar de Mendonça ouve Vorcaro sem presença da PF durante depoimento no STF

2 de setembro de 2026

Nunes Marques manda remover posts de Eduardo Bolsonaro sobre segurança das urnas

2 de setembro de 2026

Aneel mantém bandeira amarela e consumidor terá cobrança extra na conta de luz

2 de setembro de 2026

Interlocutores de Moraes, Andrei e Gonet cobram da PGR medidas contra André Mendonça

2 de setembro de 2026

Toffoli libera campanha digital de Renan Santos e de seu vice

1 de setembro de 2026
Leave A Reply Cancel Reply

Facebook Instagram YouTube WhatsApp TikTok
  • Transparência
  • Isenção de Responsabilidade
  • Sobre Nós
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
© 2026 Portal Minuto News — Todos os direitos reservados. Jornalismo independente, informação e compromisso com a verdade.

Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.