Após reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o Banco Central do Brasil decidiu pela continuidade dos cortes na taxa básica de juros, a Selic. O valor foi à 13,75%, representando a quarta no ano. O movimento ocorreu mediante reajuste de previsões do mercado financeiro de que a inflação cairia e estaria mais controlada. Segundo o Boletim Focus divulgado em 8 de setembro, a expectativa para o Índice Nacional do Preço ao Consumidor (IPCA) de 2026 está em 5%. Ainda abaixo da meta inflacionária de 3%, com margem de tolerância de 1,5% que a elevaria a 4,5%.
O Copom tem aplicado cortes cautelosos de 0,25% a cada reunião e a avaliação é de que a economia do país permaneceu aquecida, com o consumo em alta. Em abril, a taxa Selic foi de 14,75% a 14,50%; em junho, bateu 14,25%; em agosto, 14%. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, subiu para 1,93% esse ano. Para 2027, o cenário esperado é de menor crescimento, com um PIB de 1,5%, e inflação de 4,29%. Em relação ao dólar perante o real, o valor deve encerrar 2026 em por volta de R$ 5,20. Em 2027, o câmbio subirá em 10 centavos, chegando a R$ 5,30.
Selic segura recorde de gastos
A inflação persistente não conteve os consumidores. No início do ano, um ranking da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) revelou que o faturamento dos supermercados teria cruzado 1 trilhão de reais. O setor já representaria 9% do PIB nacional. Em 2025, levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) identificou aumento de 8,9% nas transações em supermercado em relação ao ano anterior.
Quando comparado com governos predecessores, o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou a menor inflação acumulada antes da eleição desde 1994. Em 17,9%; o IPCA estaria abaixo dos 19% registrados no 2° mandato. No mesmo período, Jair Bolsonaro (PL) colheu uma inflação de 25,3%. A taxa Selic média de Lula III deve ser der 12,25%.
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